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Povos da floresta ocupam Museu Goeldi em programação ligada à COP30

Publicado em 15/05/2026
Povos da floresta ocupam Museu Goeldi em programação ligada à COP30

O Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, recebeu a “chegança” dos povos da floresta na abertura do Espaço Chico Mendes e Fundação BB na COP30. A programação reuniu populações tradicionais, lideranças populares, juventudes das águas e da floresta e representantes de instituições ligadas à agenda climática.

A abertura teve a presença de Angélica Mendes e Ângela Mendes, neta e filha de Chico Mendes, além do diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, e de Júlio Barbosa, presidente do Conselho Nacional das Populações Extrativistas. O espaço montado em frente ao Auditório Paulo Cavalcante recebeu até 300 pessoas e contou também com moradores do entorno.

Nilson Gabas Júnior destacou a relação histórica entre ciência e conhecimento tradicional na produção de saberes sobre a Amazônia. Ângela Mendes reforçou que falar de COP30 na região exige tratar das reservas extrativistas como direito ao território, regularização fundiária e justiça socioambiental.

No Parque Zoobotânico, a programação da COP30 começou com as exposições “Brasil: Terra Indígena”, com mais de 2 mil peças sobre cultura e permanência indígena, e “Impressões da Floresta”, com painéis produzidos a partir de formas e pigmentos da flora.

A agenda também destacou o projeto “Restaurando a Mata”, desenvolvido com aldeias do território indígena Tupinambá, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, e debates conduzidos pela juventude extrativista. A programação do Espaço Chico Mendes e FBB na COP30 segue no Campus de Pesquisa até 21 de novembro.

Autoria: Redação
Imagem: Imprensa Amazônica / Divulgação

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