Agroflorestas em Tomé-Açu mostram diferentes caminhos para produzir com sustentabilidade
A diversidade da agrofloresta amazônica foi destaque durante a Jornada Técnica Agroflorestal, realizada em Tomé-Açu pelo IPAM, em parceria com a GIZ. A programação visitou quatro propriedades apoiadas por projetos do instituto e mostrou diferentes formas de implantação dos Sistemas Agroflorestais, conhecidos como SAFs, unindo produção, renda e conservação ambiental.
Entre as experiências apresentadas está a de Ginelda Lima, agricultora familiar que conduz sua produção de forma independente. Ela estruturou um sistema com mandioca, açaí, cumaru e cacau, além de agregar valor à farinha com qualidade e embalagem. Sua área integra projetos de restauração florestal com SAFs e regeneração natural, em parceria com a Conservação Internacional Brasil, apoio da Daikin e ações ligadas ao Projeto Regulariza Rural.
A nova geração foi representada por Adeilton Mendes, de 32 anos, agricultor e estudante de agronomia que deu continuidade ao trabalho do pai, com planejamento técnico e diversificação produtiva. Já José Paixão, de 72 anos, conhecido como Zé Paixão, mostrou a força da experiência acumulada em décadas de trabalho na terra, em uma área acompanhada pelo projeto Monitoramento e Consolidação de Restauração Florestal com SAFs, com apoio da Otsuka.
Também participou Michinori Konagano, de 68 anos, produtor de origem japonesa reconhecido como referência em produção agroflorestal em larga escala em Tomé-Açu. Para ele, a agrofloresta exige cuidado e visão de longo prazo, mas oferece segurança para quem produz.
As visitas integram o Projeto Regulariza Rural, coordenado pelo Serviço Florestal Brasileiro e pelo IICA Brasil, com apoio financeiro do KfW. No Pará, as ações são promovidas pelo IPAM, em parceria com a Semas.
Autoria: Redação
Imagem: Imprensa Amazônica / Divulgação

